Eram nove irmãs numa casa.
Uma foi fazer biscoito,
Deu o tangalomango nela
Só ficaram senão 8.
Destas 8, meu bem, que ficaram
Uma foi amolar canivete
Deu o tangalomango nela
Só ficaram senão 7
Destas 7, meu bem, que ficaram
Uma foi falar francês
Deu o tangalomango nela
Só ficaram senão 6
Destas 6, meu bem, que ficaram,
Uma foi pelar um pinto
Deu o tangalomango nela
Só ficaram senão 5
Destas 5, meu bem, que ficaram
Uma foi para o teatro
Deu o tangalomango nela
Só ficaram senão 4
Destas 4, meu bem, que ficaram
Uma casou com um português
Deu o tangalomango nela
Só ficaram senão 3
Destas 3, meu bem, que ficaram
Uma foi passear nas ruas
Deu o tangalomango nela
Só ficaram senão 2
Dessas duas, meu bem, que ficaram
Uma não fez coisa alguma
Deu o tangalomango nela
Só ficou senão uma
Essa uma, meu bem, que ficou
Meteu-se a comer feijão
Deu o tangalomango nela
Acabou-se a geração
Eram doze moças donzelas
todas forradas de bronze:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão onze.
Dessas onze que elas eram
foram a lavar os pés:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão dez.
Dessas dez que elas eram
foram cavar uma cova:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão nove.
Dessas nove que elas eram
foram amassar biscoitos:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão oito.
Dessas oito que elas eram
todas usavam barrete:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão sete.
Dessas sete que elas eram
foram cantar por des réis:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão seis.
Dessas seis que elas eram
fecharam a porta no trinco:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão cinco.
Dessas cinco que elas eram
comeram arroz com pato:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão quatro.
Dessas quatro que elas eram
voltaram lá outra vez:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão três.
Dessas três que elas eram
foram lá por essas ruas:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão duas.
Dessas duas que elas eram
foram apanhar caruma:
deu o tranglomango nelas,
não ficou senão só uma.
Dessa uma que ela era
foi viver para a cidade:
deu o tranglomango nela,
não ficou senão metade.
Dessa metade que ela era
foi brincar com um peão:
deu o tranglomango nela,
acabou-se a geração.
Este Blog foi criado pelo 6ºB em 2008/2009, para partilhar os trabalhos desenvolvidos em Área de Projecto. O 6ºE continuou a sonhar em 2009/2010...
quarta-feira, 16 de março de 2011
Lengalengas!
Tinha vinte e quatro freiras
Mandei-as fazer um doce
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão doze
Dessas doze que ficaram
mandei-as vestir de bronze
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão onze
dessas onze que ficaram
mandei-as lavar os pés
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão dez
dessas dez que me ficaram
mandei-as pró dezanove
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão nove
dessas nove que ficaram
mandei-as coer biscoito
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão oito
dessas oito que ficaram
mandei-as pró dezassete
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão sete
dessas sete que me ficaram
mandei-as contar os reis
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão seis
dessas seis que me ficaram
mandei-as pró João Pinto
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão cinco
dessas cinco que ficaram
mandei-as cortar tabaco
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão quatro
dessas quatro que ficaram
mandei-as lá outra vez
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão três
dessas três que me ficaram
mandei-as calçar as luvas
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão duas
dessas duas que ficaram
mandei-as comer pirua
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão uma
Tinha vinte e quatro freiras
fi-las andar na poeira
elas morreram-me todas
com uma grande borracheira!
Mandei-as fazer um doce
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão doze
Dessas doze que ficaram
mandei-as vestir de bronze
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão onze
dessas onze que ficaram
mandei-as lavar os pés
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão dez
dessas dez que me ficaram
mandei-as pró dezanove
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão nove
dessas nove que ficaram
mandei-as coer biscoito
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão oito
dessas oito que ficaram
mandei-as pró dezassete
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão sete
dessas sete que me ficaram
mandei-as contar os reis
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão seis
dessas seis que me ficaram
mandei-as pró João Pinto
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão cinco
dessas cinco que ficaram
mandei-as cortar tabaco
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão quatro
dessas quatro que ficaram
mandei-as lá outra vez
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão três
dessas três que me ficaram
mandei-as calçar as luvas
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão duas
dessas duas que ficaram
mandei-as comer pirua
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão uma
Tinha vinte e quatro freiras
fi-las andar na poeira
elas morreram-me todas
com uma grande borracheira!
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Lengalengas
domingo, 13 de março de 2011
As senhoras da mantinha de seda!
Havia uma viúva que tinha um filho aparvalhado.
Um dia diz-lhe a mãe:
- Vai à cidade, leva esta barranha de mel, vende-a e traz-me o dinheiro.
O rapaz aceitou a barranha de mel e foi para a cidade. Pelo caminho viu-se perseguido pelas moscas e disse:
- Se as senhoras querem comprar o mel, fazemos negócio, mas não me piquem.
As moscas não responderam e insistiram em não o largar. Então ele despejou o mel sobre uma pedra e disse:
- Aí o têm; despachem-se e venha o dinheiro.
As moscas caíram sobre o mel e nada de dinheiro. Então ele zangou-se e disse que se ia queixar à justiça, voltando a casa para vestir o seu fato novo e apresentar-se ao juiz. Logo que chegou a casa, a mãe pediu-lhe o dinheiro do mel.
- Vendi-o a umas senhoras de mantinha de seda, mas não me deram o dinheiro.
- Mas tu conheces essas senhoras?
- Conheço-as de vista. Vou queixar-me ao juiz.
Vestiu o seu fato novo e apresentou-se ao juiz, perante quem lavrou a sua queixa.
- E quem são essas senhoras? - perguntou o juiz.
- Não lhes sei dizer o nome, mas conheço-as logo que as veja.
- Quando as encontrar atire-lhes uma boa paulada - disse o magistrado.
Neste momento pousou na testa do juiz uma mosca. Então o labrego ferrou-lhe na testa uma paulada, dizendo:
- Da primeira estou vingado.
Um dia diz-lhe a mãe:
- Vai à cidade, leva esta barranha de mel, vende-a e traz-me o dinheiro.
O rapaz aceitou a barranha de mel e foi para a cidade. Pelo caminho viu-se perseguido pelas moscas e disse:
- Se as senhoras querem comprar o mel, fazemos negócio, mas não me piquem.
As moscas não responderam e insistiram em não o largar. Então ele despejou o mel sobre uma pedra e disse:
- Aí o têm; despachem-se e venha o dinheiro.
As moscas caíram sobre o mel e nada de dinheiro. Então ele zangou-se e disse que se ia queixar à justiça, voltando a casa para vestir o seu fato novo e apresentar-se ao juiz. Logo que chegou a casa, a mãe pediu-lhe o dinheiro do mel.
- Vendi-o a umas senhoras de mantinha de seda, mas não me deram o dinheiro.
- Mas tu conheces essas senhoras?
- Conheço-as de vista. Vou queixar-me ao juiz.
Vestiu o seu fato novo e apresentou-se ao juiz, perante quem lavrou a sua queixa.
- E quem são essas senhoras? - perguntou o juiz.
- Não lhes sei dizer o nome, mas conheço-as logo que as veja.
- Quando as encontrar atire-lhes uma boa paulada - disse o magistrado.
Neste momento pousou na testa do juiz uma mosca. Então o labrego ferrou-lhe na testa uma paulada, dizendo:
- Da primeira estou vingado.
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Contos tradicionais
segunda-feira, 7 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
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