quarta-feira, 16 de março de 2011

LengalengasII

Eram nove irmãs numa casa.

Uma foi fazer biscoito,

Deu o tangalomango nela

Só ficaram senão 8.

Destas 8, meu bem, que ficaram

Uma foi amolar canivete

Deu o tangalomango nela

Só ficaram senão 7

Destas 7, meu bem, que ficaram

Uma foi falar francês

Deu o tangalomango nela

Só ficaram senão 6

Destas 6, meu bem, que ficaram,

Uma foi pelar um pinto

Deu o tangalomango nela

Só ficaram senão 5

Destas 5, meu bem, que ficaram

Uma foi para o teatro

Deu o tangalomango nela

Só ficaram senão 4

Destas 4, meu bem, que ficaram

Uma casou com um português

Deu o tangalomango nela

Só ficaram senão 3

Destas 3, meu bem, que ficaram

Uma foi passear nas ruas

Deu o tangalomango nela

Só ficaram senão 2

Dessas duas, meu bem, que ficaram

Uma não fez coisa alguma

Deu o tangalomango nela

Só ficou senão uma

Essa uma, meu bem, que ficou

Meteu-se a comer feijão

Deu o tangalomango nela

Acabou-se a geração

Eram doze moças donzelas
todas forradas de bronze:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão onze.
Dessas onze que elas eram
foram a lavar os pés:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão dez.
Dessas dez que elas eram
foram cavar uma cova:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão nove.
Dessas nove que elas eram
foram amassar biscoitos:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão oito.
Dessas oito que elas eram
todas usavam barrete:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão sete.
Dessas sete que elas eram
foram cantar por des réis:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão seis.
Dessas seis que elas eram
fecharam a porta no trinco:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão cinco.
Dessas cinco que elas eram
comeram arroz com pato:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão quatro.
Dessas quatro que elas eram
voltaram lá outra vez:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão três.
Dessas três que elas eram
foram lá por essas ruas:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão duas.
Dessas duas que elas eram
foram apanhar caruma:
deu o tranglomango nelas,
não ficou senão só uma.
Dessa uma que ela era
foi viver para a cidade:
deu o tranglomango nela,
não ficou senão metade.
Dessa metade que ela era
foi brincar com um peão:
deu o tranglomango nela,
acabou-se a geração.

Lengalengas!

Tinha vinte e quatro freiras
Mandei-as fazer um doce
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão doze

Dessas doze que ficaram
mandei-as vestir de bronze
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão onze

dessas onze que ficaram
mandei-as lavar os pés
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão dez

dessas dez que me ficaram
mandei-as pró dezanove
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão nove

dessas nove que ficaram
mandei-as coer biscoito
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão oito

dessas oito que ficaram
mandei-as pró dezassete
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão sete

dessas sete que me ficaram
mandei-as contar os reis
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão seis

dessas seis que me ficaram
mandei-as pró João Pinto
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão cinco

dessas cinco que ficaram
mandei-as cortar tabaco
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão quatro

dessas quatro que ficaram
mandei-as lá outra vez
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão três

dessas três que me ficaram
mandei-as calçar as luvas
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão duas

dessas duas que ficaram
mandei-as comer pirua
deu-lhes o tragulotrico trangulumangulo nelas
não ficaram senão uma

Tinha vinte e quatro freiras
fi-las andar na poeira
elas morreram-me todas
com uma grande borracheira!

domingo, 13 de março de 2011

As senhoras da mantinha de seda!

Havia uma viúva que tinha um filho aparvalhado.

Um dia diz-lhe a mãe:

- Vai à cidade, leva esta barranha de mel, vende-a e traz-me o dinheiro.

O rapaz aceitou a barranha de mel e foi para a cidade. Pelo caminho viu-se perseguido pelas moscas e disse:

- Se as senhoras querem comprar o mel, fazemos negócio, mas não me piquem.

As moscas não responderam e insistiram em não o largar. Então ele despejou o mel sobre uma pedra e disse:

- Aí o têm; despachem-se e venha o dinheiro.

As moscas caíram sobre o mel e nada de dinheiro. Então ele zangou-se e disse que se ia queixar à justiça, voltando a casa para vestir o seu fato novo e apresentar-se ao juiz. Logo que chegou a casa, a mãe pediu-lhe o dinheiro do mel.

- Vendi-o a umas senhoras de mantinha de seda, mas não me deram o dinheiro.

- Mas tu conheces essas senhoras?

- Conheço-as de vista. Vou queixar-me ao juiz.

Vestiu o seu fato novo e apresentou-se ao juiz, perante quem lavrou a sua queixa.

- E quem são essas senhoras? - perguntou o juiz.

- Não lhes sei dizer o nome, mas conheço-as logo que as veja.

- Quando as encontrar atire-lhes uma boa paulada - disse o magistrado.

Neste momento pousou na testa do juiz uma mosca. Então o labrego ferrou-lhe na testa uma paulada, dizendo:

- Da primeira estou vingado.

segunda-feira, 7 de março de 2011

A Floresta!


Paulo Galindro, in o Voo do Pintarriscos

terça-feira, 1 de março de 2011

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Para o Nelson...


Pois cada vez que penso nele...lembro-me desta música!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011