sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Só a brincar...

Quando me virem a montar blocos
A construir casas, prédios, cidades
Não digam que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender sobre o equilíbrio e as formas
Um dia, posso vir a ser engenheiro ou arquitecto.

Quando me virem a fantasiar
A fazer comidinha, a cuidar das bonecas
Não pensem que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a cuidar de mim e dos outros
Um dia, posso vir a ser mãe ou pai.

Quando me virem coberto de tinta
Ou a pintar, ou a esculpir e a moldar barro
Não digam que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a expressar-me e a criar
Um dia, posso vir a ser artista ou inventor.

Quando me virem sentado
A ler para uma plateia imaginária
Não riam e achem que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a comunicar e a interpretar
Um dia, posso vir a ser professor ou actor.

Quando me virem à procura de insectos no mato
Ou a encher os meus bolsos com bugigangas
Não achem que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a prestar atenção e a explorar
Um dia, posso vir a ser cientista.

Quando me virem mergulhado num puzzle
Ou nalgum jogo da escola
Não pensem que perco tempo a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a resolver problemas e a concentrar-me
Um dia posso vir a ser empresário.

Quando me virem a cozinhar e a provar comida
Não achem, porque estou a gostar, que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a seguir as instruções e a descobrir as diferenças
Um dia, posso vir a ser Chef.

Quando me virem a pular, a saltar a correr e a movimentar-me
Não digam que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender como funciona o meu corpo
Um dia posso vir a ser médico, enfermeiro ou atleta.

Quando me perguntarem o que fiz hoje na escola
E eu disser que brinquei
Não me entendam mal
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a trabalhar com prazer e eficiência
Estou a preparar-me para o futuro
Hoje, sou criança e o meu trabalho é brincar.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

“Uma velha, relha, bufelha, saracotelha/ casada com um velho relho, bufelho, saracotelho/ diz a velha relha, bufelha, saracotelha: / — Ó velho relho, bufelho, saracotelho, vamos à caça, bufaça, saracaça/ dum velho coelho relho, bufelho, saracotelho?”

sábado, 4 de junho de 2011

segunda-feira, 30 de maio de 2011

sábado, 7 de maio de 2011

Encontrar as metades que faltam aos textos!

1. Escolhem-se quatro narrativas que se dividem ao meio. O número de exemplares varia consoante o número de alunos.


2. Dá-se a cada aluno metade de uma narrativa que este deve ler para procurar o colega que terá a outra metade. Como existem vários exemplares de cada texto, há várias combinações possíveis de alunos.


3. Quando o par se encontra, começa a fazer a leitura total do texto. O elemento que tem a metade inicial é o primeiro a ler ao colega a sua parte.


4. Em seguida, junta-se a turma em grupos: cada grupo deverá ter um exemplar de todas as narrativas (se forem quatro as narrativas escolhidas, cada grupo conta com quatro pares, logo com oito elementos).


5. O professor procede a um jogo de perguntas sobre cada narrativa. Ganha a equipa cujos elementos acertarem mais vezes nas respostas.

domingo, 27 de março de 2011

Gostar dos outros...

Jacob pensa no que pode ser quando for grande.

— Talvez carpinteiro — diz Jacob. — Lixar bem as arestas para que ninguém se magoe.

— Por exemplo… — diz Catarina.

— Talvez cobrador de autocarro — diz Jacob. — Alguém que sabe quando se deve sair e mudar. — É possível — diz Catarina.

— Talvez palhaço — diz Jacob — com uns sapatos enormes, para fazer rir as pessoas. — Também pode ser — responde Catarina.

— Podes ser muitas coisas, quem sabe? Mas, em todo o caso, tens de ser alguém que escute com atenção. Alguém que saiba guardar um segredo. Alguém que não se ria quando vir alguém a chorar. Alguém que seja capaz de ajudar os outros. Alguém de quem se goste… Se fores assim, tanto faz que profissão possas ter.

— Tens razão — diz Jacob.